José Ribamar Bessa Freire recebe o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Amazonas

    O Conselho Universitário da Univesidade Federal do Amazonas (Ufam) aprovou a concessão do título de Doutor Honoris Causa ao professor José Ribamar Bessa Freire na útlima quarta-feira (10). O historiador, antropólogo, linguista, jornalista e escritor amazonense foi, por 3 décadas, o coordenador do Programa de Estudos de Povos Indígenas da Uerj (Proindígena).

    Bessa construiu, em quase 60 anos de carreira, sólida trajetória na valorização, resgate e preservação da história dos povos indígenas brasileiros. Atuou como professor da Ufam entre 1977 e 1987 e, no Rio de Janeiro, foi Professor da Pós-Graduação em Memória Social da Unirio (aposentado em 2022) e Professor da Faculdade de Educação da Uerj (aposentado em 2021).

    O historiador também escreveu, coorganizou e organizou vários livros, entre eles Políticas de línguas no novo mundo, Os Aldeamentos indígenas do Rio de Janeiro, A Amazônia no período colonial e Rio Babel – a história das línguas na Amazônia. Hoje, ele segue com publicações em seu blog Taquiprati, mantém publicações semanais em jornais do Amazonas e está sempre contribuindo com pesquisas e trablahos acerca do movimento indígena.

    José Bessa enviou ao Opierj uma pequena nota, descrevendo a emoção de receber o título, que é concedido a personalidades que tenham se distinguido pelo saber, pela atuação em prol das Artes, das Ciências, da Filosofia e das Letras ou do melhor entendimento entre os povos:

    A Universidade Federal do Amazonas (UFAM), onde exerci a docência de 1977 a 1987 no curso de Comunicação e no Curso de História (de cuja criação participei), me concedeu o título de professor honoris causa na sessão do Conselho Universitário (CONSUNI) de 10 de junho de 2026.
    Há alguns meses o coordenador da Pós-Graduação em História, César Augusto Queirós, me consultou sobre se eu aceitava que fizesse a indicação do meu nome, porque ex-alunos garantiam que eu era avesso a esse tipo de solenidade, o que era verdade. Respondi a ele:
    Se fosse cinco anos atrás, quando eu estava na ativa, atuando ainda no tempo regulamentar, talvez eu declinasse da indicação. Mas agora, aposentado, constatando que já estamos nos minutos finais da prorrogação, estou aceitando tudo, até – o que muito me honra – medalhinha de Nossa Senhora Aparecida (rs).
    Essa honraria regulamentada pelo Estatuto da UFAM e por Resolução do CONSUNI de 2007 é concedida à “personalidade externa de grande relevância”. Hoje, me sinto honrado com o título, que é um reconhecimento institucional às pesquisas no campo da História da Amazônia, especialmente da história indígena e de suas línguas, com publicações no Brasil e no Exterior. Entendo como uma legitimação da atuação comprometida com os povos originários, com a criação do jornal PORANTIM – em defesa dos povos indígenas e com a atuação nos cursos de formação de professores indígenas em meio século de trabalho docente. Um reconhecimento também pelas três décadas em que coordenei o Programa de Estudos dos Povos Indígenas da UERJ e em que atuei no curso de Pós-Graduação em Memória Social da UNIRIO, orientando teses e dissertações.
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    Julia Lima

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