Radar Covid-19 Favela: 16ª edição traz especial sobre a questão indígena nas cidades

Texto: Nathalia Mendonça (Cooperação Social da Presidência)

    Imagem: Paulo Roberto/Reprodução Portal Fio Cruz

    A 16ª edição do Radar Covid-19 16ª edição do Radar Covid-19 Favela traz em destaque a entrevista com Carlos Tukano, Presidente do Conselho Estadual de Direitos Indígenas, que conta sua trajetória como educador e liderança política. A edição também apresenta a discussão sobre as condições de vida dos indígenas em contexto urbano, as epidemias nas dinâmicas colonizatórias de extermínio e o recente cenário da pandemia da Covid-19. Confira todas as edições do ‘Radar Covid-19 Favela’.

    A editoria O que tá pegando nas favelas e periferias?  abre com o texto de autoria coletiva de educadores do Fórum de Pré-Vestibulares Populares do Rio de Janeiro (FPVP-RJ) sobre a retomada de suas atividades presenciais em 2022 após o enfrentamento às dificuldades da pandemia, como o desemprego, a perda de professores, estudantes e equipes de apoio.

    A seção também conta com o texto de Juliano Suzano, DJ e organizador da Batalha do Forte e Batalha do Mantém, que relata a ocorrência de uma operação policial durante uma roda cultural de Hip Hop no bairro Manoel Correia em Cabo Frio, Rio de Janeiro. O evento tinha aval das secretarias de cultura, da juventude, de desenvolvimento e de outros órgãos públicos da cidade.

    Na mesma seção, o texto “Os desafios da educação nas 16 favelas da Maré após dois anos de pandemia de Covid-19” de Andréia Martins, diretora da organização de sociedade civil Redes da Maré, apresenta o estudo Covid-19 e o acesso à educação nas 16 favelas da Maré: impactos nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio sobre os efeitos da pandemia na vida dos estudantes, responsáveis e professores da Maré. O material é composto pelos resultados de uma pesquisa com recorte territorial, desdobramentos e depoimentos de mil pessoas entrevistadas.

    O artigo “Que decreto foi esse?” de Fábio Monteiro, engenheiro ambiental sanitarista e membro do Conselho Comunitário de Manguinhos, é o último da editoria e trata do decreto publicado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, no dia 26 de abril, que proíbe a utilização de caixas de som nas praias do Rio de Janeiro. O texto é parte de uma série intitulada “Poluição sonora nas favelas: é preciso falar sobre isso!”.

    A seção Memórias dos territórios, territórios de memórias do informativo apresenta a entrevista com Carlos Doethyró Tukano, etnia Tukano, da região do Alto Rio Negro, município de São Gabriel da Cachoeira no Estado do Amazonas. A entrevista aborda a condição do indígena em contexto urbano, o enfrentamento à pandemia da Covid-19 e o papel das epidemias nas dinâmicas de extermínio e produção da mortalidade indígena ao longo da história.

    A seção Debates desta edição é composta pelo texto “A chuva não é o problema” das autoras Rejany Ferreira dos Santos, integrante do Observatório da Bacia Hidrográfica do Canal do Cunha e Brunna Arakaki, produtora da plataforma Cidades em Movimento do projeto de Promoção de Territórios Saudáveis e Sustentáveis em Centros Urbanos da Cooperação Social da Presidência (CCSP/Fiocruz). O artigo discute os impactos das chuvas intensas para a população de algumas cidades do Rio de Janeiro que sofreram prejuízos materiais ambientais e perda de vidas em deslizamentos, alagamentos, inundações e enchentes que ocorreram no mês de abril em diversas cidades.

    Encerrando a 16ª edição, a seção Mobilizações traz o texto “Mobilização nacional: construindo as conferências livres democráticas e populares de saúde”, de André Lima, Carlos Fidelis ,José Leonídio Madureira e Leonardo Bueno, trabalhadores da Fiocruz, sobre a Frente pela Vida, formada por diversas instituições, movimentos sociais, sindicatos e organizações da sociedade civil. A iniciativa é formada por quatorze entidades científicas da saúde e bioética e pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e lançou um movimento que pretende mobilizar comunidades, categorias profissionais, sindicatos e comitês populares em torno da conquista do direito à saúde e a uma vida digna e oportunidades iguais para todos.

    O Radar Covid-19 Favela usa como base de coleta dos relatos as mídias sociais de coletivos de favelas cariocas, o contato direto com moradores, lideranças e movimentos sociais e busca sistematizar, analisar e disseminar informações sobre a situação de saúde nos territórios em foco em cada edição. Lideranças e comunicadores populares podem enviar sugestões de pauta, matérias e crônicas sobre a Covid-19 em seus territórios para o e-mail radar.covid19@fiocruz.br. O Radar Covid-19 Favela e o Boletim Socioepidemiológico nas Favelas são iniciativas da Sala de Situação Covid-19 nas Favelas do Rio de Janeiro e podem ser acessados na página do Observatório Covid-19 da Fiocruz.

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    Rodrigo Martins

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