Texto: Guilherme Haniel de Almeida e Silva (mestrando do PPGH- UERJ)
Na última semana, com muita tristeza recebemos a notícia do falecimento de Niara do Sol (1948-2026). No Estado do Rio de Janeiro, podemos dizer que Niara está entre as grandes lideranças indígenas das últimas décadas. Ela sempre reafirmou como ser indígena no Brasil não é uma tarefa fácil.
Através da disseminação de seus conhecimentos sobre a terra, de suas atividades em instituições educacionais voltadas à promoção de uma nova perspectiva sobre os povos indígenas e de suas práticas terapêuticas, Niara mudou a vida de milhares de pessoas cujos caminhos atravessou. Presente em movimentos como a Aldeia Maracanã e, posteriormente, moradora da Aldeia Vertical e responsável pela Horta Dja Guata Porã, o nome de Niara do Sol é indissociável da luta dos povos indígenas na cidade do Rio de Janeiro.
Nós, do Programa de Estudos dos Povos Indígenas (Proindígena/UERJ), do Núcleo de Pesquisa com Povos Indígenas sobre Interculturalidade e Edição (NEPIIE/FEBF) e do projeto Caminhos de Aby Ayala (Hist/UERJ), prestamos nossa homenagem a Niara, mas também manifestamos nossa indignação com a maneira como a sua vida foi interrompida e exigimos justiça.
Gratidão, Niara. Que sua luz continue brilhando entre nós!

